Espaço criado como o objetivo de (1) divulgar a Musicoterapia - a profissão e o profissional - no Brasil, (2) o meu trabalho como Musicoterapeuta - em mais de 15 anos atuando na área clínica, social e de educação, e (3) o poder da música (benefícios e influências no comportamento humano).
sábado, 30 de novembro de 2013
Com canções de mestres da MPB, Coral do Palácio Avenida abre temporada 2013
Com canções de mestres da MPB, Coral do Palácio Avenida abre temporada 2013: Com um show de luzes e cores, começou pontualmente às 20h15 desta sexta-feira (29) a edição 2013 do Coral de Natal do Palácio Avenida. Apesar do mau tempo da tarde de hoje, a chuva deu uma trégua e um bom público compareceu para prestigiar o espetáculo re...
sexta-feira, 29 de novembro de 2013
terça-feira, 26 de novembro de 2013
sexta-feira, 22 de novembro de 2013
O gênio por trás da trilha sonora: John Williams
Posted by Metade Cuca on 01 October 2013 under Márcio Staggemeier
Quem, assim como eu, é dependente de cinema e de música, certamente sabe a importância que a perfeita união das duas artes tem quando estamos assistindo um filme. Sem a trilha sonora, não somos levados a sentir as emoções que o filme propõe. Da mesma maneira, fundos musicais diferentes em uma mesma cena, consequentemente nos causam sensações variadas.
Há aquelas trilhas feitas de canções que tocam em rádios, música pop, comercial, ou mesmo temas de música erudita que são conhecidos e utilizados em mais filmes – o que é algo bastante usual.
Contudo, há a chamada música incidental que, falando de uma forma bem direta, é aquela que mal percebemos que está acontecendo e que nos leva a ter as sensações que o diretor almeja que tenhamos, vendo determinada cena. Algumas destas trilhas entraram para o imaginário coletivo.
John Williams é um dos grandes criadores de trilhas sonoras da história do cinema. Ele tem uma infinidade de contribuições para filmes cujo tema musical se tornou parte indispensável da obra: Star Wars, Superman, Indiana Jones, E.T. – O Extraterrestre, Tubarão, Contatos Imediatos de Terceiro Grau – todos possuem temas musicais facilmente cantaroláveis. E é aí que reside a genialidade de Williams, que é figura constante nos trabalhos dirigidos por de Steven Spielberg.
Outros filmes bastante conhecidos que também tiveram a contribuição de John Williams: Além da Eternidade, Esqueceram de Mim, O Parque dos Dinossauros, A Lista de Schindler, As Cinzas de Angela, Harry Potter, Prenda-me Se For Capaz, O Terminal, Munique, A.I.- Inteligência Artificial…
Geralmente, as trilhas incidentais baseiam-se em um tema principal. Ao longo do filme, o que acontece são variações do mesmo tema e algumas nuances com melodias e harmonias diferentes, tendo em vista causar as sensações propostas, além de pequenas composições diferentes da principal. O que leva você a chorar, rir ou sentir medo ao ver uma cena é a união perfeita entre som e imagem, resultado de uma sensibilidade ímpar.
Filmes de aventura, como Superman, Star Wars e Indiana Jones, possuem trilhas mais fantásticas e dinâmicas, que ajudam o espectador a não desgrudar os olhos da tela em um só momento. Já em Tubarão, nos assustamos e sentimos o medo dos personagens com a simples sonoridade daquelas duas notas graves que se sobressaem ao longo de toda a história. A impressão que se tem é que, se um dia você estiver na praia e aquela música vier de algum lugar, é possível que o tubarão surja, sem mais nem menos.
Em Contatos Imediatos de Terceiro Grau, Williams mais uma vez deu mostras de sua genialidade ao tornar mundialmente famosa uma combinação de cinco simples notas musicais (para os músicos, uma escala pentatônica) que, caso você as ouça, imediatamente irão remeter-lhe àquela nave espacial e ao contato com os bichinhos. Falando neles, um filme que sempre irá me emocionar demais, mesmo já tendo visto dezenas de vezes, é E.T. – O Extraterrestre. A tocante história só ganha nossos corações e nos faz mergulhar na fantasia graças à clássica trilha sonora. Como não voar junto dos garotos e da figura encantadora do E.T., emocionando-se copiosamente na cena inesquecível da bicicleta?
John Williams é um dos grandes gênios musicais dos nossos tempos. As trilhas que compôs são tão famosas quanto os próprios filmes e parte fundamental das respectivas histórias, que fazem parte do imaginário coletivo. Vale a pena prestar atenção às suas criações.
Se bem que, não se faz necessário dispensar atenção especial para ouvir: sua música simplesmente é parte indivisível da obra, fruto daqueles momentos criativos e inspirados típicos dos grandes artistas.
* Márcio Staggemeier é músico e autor do blog debaixodochapeu.wordpress.com
Quem, assim como eu, é dependente de cinema e de música, certamente sabe a importância que a perfeita união das duas artes tem quando estamos assistindo um filme. Sem a trilha sonora, não somos levados a sentir as emoções que o filme propõe. Da mesma maneira, fundos musicais diferentes em uma mesma cena, consequentemente nos causam sensações variadas.
Há aquelas trilhas feitas de canções que tocam em rádios, música pop, comercial, ou mesmo temas de música erudita que são conhecidos e utilizados em mais filmes – o que é algo bastante usual.
Contudo, há a chamada música incidental que, falando de uma forma bem direta, é aquela que mal percebemos que está acontecendo e que nos leva a ter as sensações que o diretor almeja que tenhamos, vendo determinada cena. Algumas destas trilhas entraram para o imaginário coletivo.
John Williams é um dos grandes criadores de trilhas sonoras da história do cinema. Ele tem uma infinidade de contribuições para filmes cujo tema musical se tornou parte indispensável da obra: Star Wars, Superman, Indiana Jones, E.T. – O Extraterrestre, Tubarão, Contatos Imediatos de Terceiro Grau – todos possuem temas musicais facilmente cantaroláveis. E é aí que reside a genialidade de Williams, que é figura constante nos trabalhos dirigidos por de Steven Spielberg.
Outros filmes bastante conhecidos que também tiveram a contribuição de John Williams: Além da Eternidade, Esqueceram de Mim, O Parque dos Dinossauros, A Lista de Schindler, As Cinzas de Angela, Harry Potter, Prenda-me Se For Capaz, O Terminal, Munique, A.I.- Inteligência Artificial…
Geralmente, as trilhas incidentais baseiam-se em um tema principal. Ao longo do filme, o que acontece são variações do mesmo tema e algumas nuances com melodias e harmonias diferentes, tendo em vista causar as sensações propostas, além de pequenas composições diferentes da principal. O que leva você a chorar, rir ou sentir medo ao ver uma cena é a união perfeita entre som e imagem, resultado de uma sensibilidade ímpar.
Filmes de aventura, como Superman, Star Wars e Indiana Jones, possuem trilhas mais fantásticas e dinâmicas, que ajudam o espectador a não desgrudar os olhos da tela em um só momento. Já em Tubarão, nos assustamos e sentimos o medo dos personagens com a simples sonoridade daquelas duas notas graves que se sobressaem ao longo de toda a história. A impressão que se tem é que, se um dia você estiver na praia e aquela música vier de algum lugar, é possível que o tubarão surja, sem mais nem menos.
Em Contatos Imediatos de Terceiro Grau, Williams mais uma vez deu mostras de sua genialidade ao tornar mundialmente famosa uma combinação de cinco simples notas musicais (para os músicos, uma escala pentatônica) que, caso você as ouça, imediatamente irão remeter-lhe àquela nave espacial e ao contato com os bichinhos. Falando neles, um filme que sempre irá me emocionar demais, mesmo já tendo visto dezenas de vezes, é E.T. – O Extraterrestre. A tocante história só ganha nossos corações e nos faz mergulhar na fantasia graças à clássica trilha sonora. Como não voar junto dos garotos e da figura encantadora do E.T., emocionando-se copiosamente na cena inesquecível da bicicleta?
John Williams é um dos grandes gênios musicais dos nossos tempos. As trilhas que compôs são tão famosas quanto os próprios filmes e parte fundamental das respectivas histórias, que fazem parte do imaginário coletivo. Vale a pena prestar atenção às suas criações.
Se bem que, não se faz necessário dispensar atenção especial para ouvir: sua música simplesmente é parte indivisível da obra, fruto daqueles momentos criativos e inspirados típicos dos grandes artistas.
* Márcio Staggemeier é músico e autor do blog debaixodochapeu.wordpress.com
ALÉM DA MÚSICA
Posted by Metade Cuca on 19 November 2013 under Márcio Staggemeier

Depois de algumas semanas de muito trabalho, dividido entre ensaios, shows, mais ensaios e mais shows, posso voltar ao hábito da escrita com algumas agradáveis constatações, daquelas que geralmente as quebras de rotina possibilitam.
Tenho uma carreira musical de mais de 20 anos (embora respire música desde o berço). Ou seja: já experimentei várias sensações neste período, e quem é do meio ou conhece músicos sabe do que estou falando.
Ao encarar a música com seriedade, como algo que necessita sensibilidade, dedicação, abnegação, muitas horas de estudo e de pesquisas, é bem provável que se viva com intensidade os dois lados da moeda: as recompensas imensuráveis e as naturais decepções.
Não vou entrar em maiores detalhes sobre os momentos menos notáveis e de crises que vivemos em nossa relação de entrega à arte – são, ao mesmo tempo, aspectos comuns e bastante particulares, variando conforme as vivências de cada indivíduo.
Contudo, após este período tão intenso de trabalho – que ainda se segue até o final do ano – observo que uma das recompensas mais incríveis que a rotina de ensaios, shows, mais ensaios e mais shows traz, é a possibilidade de nos reunirmos com pessoas únicas, maravilhosas, de bom trato, que não possuem receio em admitir afeto ou admiração por quem está do lado.
Ao passo que cada músico possui seus trabalhos e compromissos, é raro conseguir agregar certas pessoas com as quais se gostaria muito de trabalhar um dia. Mas dependendo da gig, a conciliação de agendas acontece e trabalhos por demais gratificantes são realizados. E isso vale também para músicos com os quais talvez nunca se tenha trabalhado: aparece a possibilidade de um show, se junta as peças, e dali sai um resultado exultante, tanto musical quanto de convívio.
Essa boa sensação não acontece se o trabalho não é bem feito. Porém, se é, nossa sensibilidade se abre, nossa guarda abaixa, e tornamos possível um ambiente de luz e inspiração que transcende a própria música, tornando-se algo inexplicável, maravilhosamente inexplicável.
É um dos momentos especiais da música.
* Márcio Staggemeier é músico e autor do blog debaixodochapeu.wordpress.com
Jovem que estuda música se torna adulto mais inteligente
Posted by Metade Cuca on 03 September 2013 under Márcio Staggemeier
Um estudo apresentado em 2011 pelo periódico Neuropsychology (da Associação Americana de Psicologia) concluiu que, os jovens que estudam e praticam música durante um bom tempo, tornam-se adultos mais inteligentes. A pesquisa analisou indivíduos que tiveram contato com diferentes instrumentos musicais na infância, observando que estes conseguiram um desempenho muito melhor em testes realizados, comparados com aqueles que não tiveram esta experiência.
Setenta adultos entre 60 e 83 anos foram divididos em grupos, por cientistas da Universidade do Kansas (EUA), dependendo de seu envolvimento com a música. Os resultados mostraram que os músicos tiveram melhor desempenho, comparados àqueles que não tinham experiência com música.
O centro da questão é que, para os autores da pesquisa, a atividade musical pode servir como um desafio cognitivo, capacitando o cérebro a armazenar mais informações à medida que envelhece. Segundo Brenda Hanna-Pladdy, chefe da pesquisa, em entrevista ao jornal inglês Daily Mail, “estudar um instrumento requer anos de prática e aprendizado. É possível que a prática crie conexões alternativas no cérebro que ajudam a compensar a redução cognitiva fruto da velhice”.
A descoberta mostra fundamentalmente que o funcionamento cerebral pode, sim, ser alterado e a música pode ser tema para considerações futuras porque envolve uma combinação de capacidades motoras, leitura, audição e ações repetitivas.
Sendo professor de música, não tenho dúvidas de que a prática musical faz com que haja um maior desenvolvimento intelectual e cognitivo do indivíduo. Costumo deixar isto bem claro para pais e alunos de todas as idades. Com o surgimento de experiências desta espécie, há um embasamento teórico que comprova ainda mais tal constatação.
Além disso, existe um aspecto que estudos como este não costumam apontar, por se tratar de algo imponderável e subjetivo: o desenvolvimento da sensibilidade que a música proporciona. O fato de se trabalhar com sentidos que, normalmente, apenas usamos de maneira banal e cotidiana (audição, atenção, concentração, emoção), faz com acabemos aguçando-os, o que invariavelmente aumenta nossa percepção quanto a tudo, seja apreciando arte, lendo, conversando, sabendo ouvir outra pessoa, se relacionando com outros indivíduos, enfim, fazendo uso da sensibilidade no dia-a-dia.
* Márcio Staggemeier é músico e autor do blog debaixodochapeu.wordpress.com
Um estudo apresentado em 2011 pelo periódico Neuropsychology (da Associação Americana de Psicologia) concluiu que, os jovens que estudam e praticam música durante um bom tempo, tornam-se adultos mais inteligentes. A pesquisa analisou indivíduos que tiveram contato com diferentes instrumentos musicais na infância, observando que estes conseguiram um desempenho muito melhor em testes realizados, comparados com aqueles que não tiveram esta experiência.
Setenta adultos entre 60 e 83 anos foram divididos em grupos, por cientistas da Universidade do Kansas (EUA), dependendo de seu envolvimento com a música. Os resultados mostraram que os músicos tiveram melhor desempenho, comparados àqueles que não tinham experiência com música.
O centro da questão é que, para os autores da pesquisa, a atividade musical pode servir como um desafio cognitivo, capacitando o cérebro a armazenar mais informações à medida que envelhece. Segundo Brenda Hanna-Pladdy, chefe da pesquisa, em entrevista ao jornal inglês Daily Mail, “estudar um instrumento requer anos de prática e aprendizado. É possível que a prática crie conexões alternativas no cérebro que ajudam a compensar a redução cognitiva fruto da velhice”.
A descoberta mostra fundamentalmente que o funcionamento cerebral pode, sim, ser alterado e a música pode ser tema para considerações futuras porque envolve uma combinação de capacidades motoras, leitura, audição e ações repetitivas.
Sendo professor de música, não tenho dúvidas de que a prática musical faz com que haja um maior desenvolvimento intelectual e cognitivo do indivíduo. Costumo deixar isto bem claro para pais e alunos de todas as idades. Com o surgimento de experiências desta espécie, há um embasamento teórico que comprova ainda mais tal constatação.
Além disso, existe um aspecto que estudos como este não costumam apontar, por se tratar de algo imponderável e subjetivo: o desenvolvimento da sensibilidade que a música proporciona. O fato de se trabalhar com sentidos que, normalmente, apenas usamos de maneira banal e cotidiana (audição, atenção, concentração, emoção), faz com acabemos aguçando-os, o que invariavelmente aumenta nossa percepção quanto a tudo, seja apreciando arte, lendo, conversando, sabendo ouvir outra pessoa, se relacionando com outros indivíduos, enfim, fazendo uso da sensibilidade no dia-a-dia.
* Márcio Staggemeier é músico e autor do blog debaixodochapeu.wordpress.com
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